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Guedes de Almeida, candidato independente a concorrer sob o patrocínio do CDS-PP à Câmara de Bragança nas próximas Autárquicas, diz que a decisão de avançar com candidato à junta de Sé é “claramente uma afronta política” a Paulo Xavier, actual autarca e presidente da concelhia do PSD.
Para já ainda não está escolhido o candidato à Assembleia Municipal, mas a lista à Câmara já está adiantada. Carlos Morais, professor da Escola Superior de Educação de Bragança, será o número dois da lista de Guedes de Almeida, e Helena Continhas será a candidata à junta de freguesia da Sé. A apresentação de candidato à Sé, a única junta a que o CDS-PP deverá concorrer no concelho, reveste-se de um significado “especial” e “é uma questão política”, admitiu Guedes de Almeida, durante a apresentação pública da candidatura, sábado, 18. Trata-se da freguesia do presidente da concelhia do PSD, nomeadamente Paulo Xavier, com quem Guedes está de costas voltadas por causa da escolha do candidato à Câmara. “Não foi permitido a discussão sobre os perfis das candidaturas, não foram cumpridos os estatutos por quem representa a concelhia de Bragança, quer na mesa da assembleia, cujo presidente é Jorge Nunes, quer na concelhia, cujo presidente é Paulo Xavier, dentro desta perspectiva esta candidatura é um afrontamento político”. Guedes acrescenta que “há uma certa intenção política. “Eu quero mostrar que há quem vá disputar essa junta só pelo facto de o presidente da junta ser presidente da Comissão Política Concelhia do PSD”. Guedes quer continuar filiado no PSD, mas sabe que o partido tem todo o direito de lhe levantar um processo disciplinar. “Antes disso tenho de ser ouvido”, assegurou. O candidato esclareceu que mostrou de intenção de se candidatar em Janeiro, e que comunicou isso à distrital, em Março. “O engenheiro Nunes só se apresentou quase em Junho, a candidatura do PSD não podia estar até Junho à espera do perfil, Nunes queria posicionar-se para ser ele outra vez a renovar a candidatura, podia ser legitimamente se houvesse discussão, mas não houve”, frisou. O candidato garantiu que se vencer vai pedir a desanexação do concelho do Parque Natural de Montesinho. Durante a apresentação pública da sua candidatura, onde participou Nuno Melo, eleito deputado ao Parlamento Europeu, justificou que a permanência no parque é “prejudicial” para a população porque a área protegida “é intocável”, pelo que se for eleito vai mobilizar a população para que não obedeça às regras do Montesinho, “que não pode ser uma força de bloqueio ao desenvolvimento do concelho”. Após um diferendo com as estruturas locais do PSD, partido do qual é militante Guedes de Almeida, mostrou intenção de ser candidato à Câmara pelos próprios meios, mas acabou por avançar conjuntamente com uma força partidária, e admitiu que não foi fácil a tarefa de reunir as duas mil assinaturas necessárias, “porque as pessoas têm medo de perder emprego ou de não fazer os negócios”, explicou. “As pessoas têm medo do poder instituído, a Câmara gere muitos interesses, empregos, contratos a prazo e a termo, outra candidatura será do Governo Civil também com poder, com o PS no Governo, as pessoas temem, há medo de dizer a verdade e de enfrentar situações”, referiu.
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